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PROJETO DE REDES PREDIAIS - Versão 1.1 – 20.05.1999

As recomendações que se seguem constituem uma breve orientação sobre os critérios e as especificações básicas para a instalação de estrutura cabeada para redes prediais.

Destinam-se a auxiliar os interessados nos processos de contratação de terceiros para a elaboração e a execução de projetos dessa natureza. Não devem, portanto, ser entendidas como regras rígidas, eis que cada projeto terá que atender às características do imóvel em que será realizado.

Recomendações para Projetos de Cabling de Redes Locais

Concebidas para permitirem o acesso aos sistemas corporativos e departamentais, sugere-se para as redes prediais uma configuração em estrela, com cabeamento óptico para interligação entre switchs secundários e primários (backbone) e de par trançado para a distribuição horizontal de pontos físicos pelas salas.

Uma rede estruturada deve ser projetada no sentido de prover infra-estrutura para a construção ou adaptação em edifícios, que permita evolução tecnológica e flexibilidade para serviços de imagens, voz e dados, com taxas de transmissão de no mínimo 100 MHz.

Considerando-se a quantidade e a complexidade destes serviços, é imprescindível a implementação de uma estrutura que satisfaça às necessidades imediatas e mediatas, em telecomunicações, e que garanta a possibilidade de reconfigurações ou mudanças rápidas, sem a necessidade de obras civis adicionais .

1 Normas de referência

2 Seqüência para projeto de cabeamento estruturado

3 Projeto do cabeamento interno secundário

4 Projeto do cabeamento interno primário

5 Especificação de materiais para cabeamento

6 Ligações elétricas

7 Testes

8 Segurança

1 Normas de referência

EIA/TIA 569

Salas de equipamentos (equipment room) e armários de telecomunicações (telecomunications closet) e entrada de edifícios.

EIA/TIA 568

Padrão genérico de cabeamento de telecomunicações para suportar ambientes multiprotocolo e multifornecedores.

Planejamento e instalação de sistema de cabeamento estruturado para prédios comerciais.

Critérios técnicos e de desempenho para várias configurações de cabeamento.

TSB-67

Especificação de desempenho de transmissão para testes em campo, de sistemas de cabeamento de par trançado não blindado.

EIA/TIA-607

Aterramento, quando da execução do cabeamento.

EIA/TIA-607

Aterramento, quando da execução do cabeamento.
2  Seqüência para projeto de cabeamento estruturado

Projeto de telecomunicações disponível

Projeto de cabeamento estruturado

1.Cabeamento interno secundário

2.Cabeamento interno primário

3. Materiais de cabeamento

Esquemas de cabeamento em planta baixa e em corte vertical

Distribuição e comprimento dos cabos

Tipos de dispositivos de conexão

Detalhamento das caixas intermediárias para visita

Detalhes das tomadas de dados para ligação das estações de trabalho

Detalhes dos painéis de distribuição (patch panel)

Tabela de especificação dos materiais complementares empregados no projeto

Quantidade e área de ocupação dos racks

Dimensões e localização das caixas intermediárias, caixas de saída, painéis de distribuição e da sala dos equipamentos

Dimensionamento das sessões transversais, comprimento e tipo dos caminhos e espaços

Outros elementos obtidos do projeto de telecomunicações: esquema básico, dimensões, características, etc

Todos os cabeamentos tratados nos projetos de implantação devem ser destinados única e exclusivamente para serviços de transmissão de dados, voz ou imagem
3  Projeto do cabeamento interno secundário

Conecta as estações de trabalho aos painéis de distribuição

Posicionar as tomadas e as caixas de distribuição No mínimo uma conexão para dados em cada ambiente.

Tomadas e caixas das saídas padronizadas (RJ45).

Outras tomadas podem ser adicionadas, dependendo dos equipamentos a residirem no ambiente.

Todas as tomadas nas saídas de telecomunicações devem ser terminadas em um painel de distribuição.

Dimensionar cargas em cada painel de distribuição Produto da quantidade das estações de trabalho pelo número de cada tipo de tomada de saída de telecomunicações. Levantar as cargas de todos os painéis de distribuição do prédio.
Dimensionar cabos Distância do ponto inicial até o painel de distribuição não pode exceder 90 metros, nem conter emendas.
Definir layout dos dispositivos de conexão Dispositivos de conexão do cabeamento secundário devem proporcionar meios ordenados para interligar os cabos terminados, através de cordões de conexão, aos dispositivos de conexão do cabeamento primário e aos equipamentos existentes no painel de distribuição.

Dispositivos de conexão devem ser agrupados em painéis de distribuição fixados em racks de 19 polegadas, posicionados, no mínimo, a 40 cm do piso.

Blocos de conexão dos painéis de distribuição dispostos um acima do outro no mesmo rack, ou fixados na parede esquerda, sempre que possível. Os equipamentos, no lado direito, e as terminações do cabeamento primário, no centro. Outros arranjos podem ser adotados, desde que mantida a homogeneidade em toda a instalação.

Blocos de conexão dos painéis de distribuição providos de meios de proteção dos terminais, tais como tampa plástica, para evitar contatos ou choques mecânicos acidentais, que possam causar distúrbios elétricos.

Cada dispositivo de conexão deve ser identificado ao seu correspondente, na caixa de saída para a estação de trabalho, por meio de codificação adequada e inequívoca.

Os blocos ou painéis de conexão podem ter uma alta densidade de dispositivos, visando o aproveitamento de espaço, mas devem ser dispostos de modo que não impeça o manuseio dos cordões de conexão.

Manter codificação uniforme de cores na terminação dos cabos com os dispositivos de conexão.

Devem ser mantidos meios de acesso adequados para monitoração e testes no cabeamento e nos equipamentos.

Blocos e painéis de conexão, cabos e equipamentos dispostos de modo a respeitar os raios de curvatura mínimos dos cabos, conforme especificação dos fabricantes.

Destrançamento do cabo até o ponto de terminação no conector de no máximo 13mm, para cabo categoria 5.

Cabos dispostos de modo a evitar, em qualquer hipótese, o cruzamento entre eles.

4 Projeto do cabeamento interno primário

Interconecta os painéis de distribuição do prédio (hubs empilháveis)

 Dimensionamento Dimensionar segundo projeções das necessidades para pelo menos os próximos 10 anos. Considerar as cargas de dados apuradas no projeto de cabeamento secundário.

Considerar a probabilidade de crescimento da carga de dados, de expansão quantitativa e qualitativa de estações de trabalho.

Hierarquia convencional da topologia estrela: cada conexão secundária no painel de distribuição é ligada à conexão principal, nos concentradores.
Não admitir emendas ou derivações em paralelo, no cabeamento primário.
5 Especificação de materiais para cabeamento
 Cabos Cabeamento vertical interno Fibra ótica Multimodo índice gradual, com proteção contra umidade, 62,5/125 µm. Para distância de até 1.500 metros.

Monomodo, com proteção contra umidade, para distância superior a 1.500 metros.

Cabeamento externo Fibra ótica Monomodo, com proteção contra umidade.
Cabeamento horizontal interno Par trançado (UTP) Não blindado, 4 pares, categoria 5, 100 Ohms. Para distância de até 100 metros.
Cabo de par trançado Tipo 24 AWG não blindado, com 4 pares, categoria 5, permitindo a utilização de freqüências de até 100 MHz, compatível com os requisitos elétricos e físicos da normalização ANSI/EIA/TIA 568, com proteção em PVC, isolação em polietileno de alta densidade, resistência mínima à tração de 400 N.
Cabo de fibra ótica multimodo Tipo externo, para dutos, com xx pares de fibras geleadas do tipo multimodo (índice gradual), de 62,5 x 125 mícrons, com proteção (não reciclada) contra umidade.
Painel de distribuição Patch pannel modular de 24 portas RJ-45, 8 vias, categoria 5, padrão EIA/TIA 568 e conexões de 110 blocks. Todos os conectores RJ-45 com revestimento dos contatos em banho de ouro com espessura mínima de 50 micro-polegadas.
Tomada de parede Distribuidor de parede com tampa (espelho) 4x2 com 1 entrada fêmea do tipo RJ-45, em 8 vias, categoria 5, padrão EIA-TIA 568 e conexões de 110 blocks.

Conectores RJ-45 com os contatos revestidos em banho de ouro com espessura mínima de 50 micro-polegadas e capacidade para, no mínimo, 700 inserções.

Tomada de piso Distribuidor de piso com tampa frontal, circular, com rosca, anel em latão, com 1 entrada fêmea do tipo RJ-45, em 8 vias, categoria 5, padrão EIA-TIA 568 e conexões de 110 blocks.

Conectores RJ-45 com os contatos revestidos em banho de ouro com espessura mínima de 50 micro-polegadas e capacidade para, no mínimo, 700 inserções.

Patch Cable para dados, de 1,5 m Tipo AWG 24 não blindado, extra flexível, com 4 pares categoria 5, permitindo a utilização de freqüências de até 100 MHz, compatível com os requisitos físicos e elétricos das recomendações ANSI/EIA/TIA 568, com conectores RJ-45, 8 vias, nas pontas. Montados com pinagem padrão EIA TIA 568-A e proteção em PVC.

Conectores RJ-45 com os contatos revestidos em banho de ouro com espessura mínima de 50 micro-polegadas.

UTP line cord para dados Tipo AWG 24 não blindado, xx metros, extra flexível, com 4 pares categoria 5, permitindo a utilização de freqüências de até 100 MHz, seguindo os requisitos físicos e elétricos das recomendações ANSI/EIA/TIA 568, com conectores RJ-45, 8 vias nas pontas. Montados com pinagem padrão EIA TIA 568-A e proteção em PVC.

Conectores RJ-45 com os contatos revestidos em banho de ouro com espessura mínima de 50 micro-polegadas.

Distribuidores óticos, para fibra multimodo Distribuidores óticos, para fusão de fibras óticas multimodo, com xx conectores (duplos) óticos do tipo ST (ou SC).
Cordões óticos multimodo duplex ST–ST, de 1,5 m Tipo multimodo, com fibras óticas de 62,5 x 125 mícrons, saídas óticas em cada extremidade, do tipo ST (ou SC).
RACKS (Bastidores) Tipo gabinete fechado, de aço, com dimensões mínimas de 48 centímetros de largura, 56 centímetros de profundidade e altura útil interna de xx unidades de altura (UA´s). Porta frontal, com chave em acrílico e portas traseiras e laterais em aço, removíveis. Guia de gerenciamento de cabos e régua de alimentação elétrica com filtro de no mínimo 6 tomadas elétricas do tipo tripolar, com suporte total para 1500 Watts. As áreas destinadas à instalação dos racks devem ser dotadas de piso elevado
Dispositivos de conexão Conectores das tomadas de dados do mesmo tipo e categoria dos cabos. Na caixa de saída UTP:

- um conector de saída para dados, com 8 pinos, 110 blocks, tipo RJ-45 para cabo UTP, 4 pares, categoria 5.

No painel de distribuição:

- agrupados em blocos ou painéis de conectores, em quantidade compatível com a carga de dados.

Cordões de conexão (UTP patch cables) para as interligações do painel de distribuição aos switches Categoria de performance de transmissão no mínimo igual à dos cabos e conectores. Comprimento = 1,5 m
Conectores RJ-45 Conectorização padrão EIA/TIA 568A

6 Ligações elétricas

Eletrodutos De PVC rígido roscável, cor cinza nas áreas internas da edificação. Em ferro galvanizado, nas áreas externas da edificação.

Diâmetro mínimo: 3/4".

Perfilados e eletrocalhas de aço galvanizado. Conduletes de alumínio com entradas rosqueadas.

Específicos para o sistema elétrico. Em nenhuma hipótese pode utilizar os dutos da rede de dados.
Tomadas Tripolar, para 450 W, com aterramento, estabilizada e, sempre que possível, ligada a no-break. No mínimo duas (2) para cada tomada de dados.
Tripolar, para 1500 W, com aterramento, estabilizada e necessariamente ligada a no-break. No mínimo duas (2) para cada rack simples com concentrador.
Tripolar, para 750 W, com aterramento, estabilizada e necessariamente ligada a no-break. No mínimo duas (2) para cada rack com hub.
Tripolar, para 1000 W, com aterramento, estabilizada e, sempre que possível, ligada a no-break . Uma (1) para cada impressora a laser prevista.
Condutores elétricos Material anti-chama, com isolamento de 750V.
Cores preto, azul, verde (fase, neutro, terra).
Com identificação dos quadros e disjuntores a que estão ligados.
7 Testes

Efetuar testes em todos os pontos da rede

Análise de atenuação, next, wire map, comprimento

Os testes em cabos par trançado não-blindado (UTP)
devem ser realizados com aparelhos do tipo scanner "two-way, Level II".
Os testes em cabos ópticos devem ser realizados com aparelhos do tipo "power meter".
Cabeamento categoria 5 Cabeamento ótico
Frequência (MHz) Atenuação máxima (dB) Paradiafonia (NEXT) mínima (dB) Comprimento de onda (nm) Atenuação Máxima
(db/Km)
Largura de banda mínima (MHz-Km)
0,064 0,8 - 850 3,75 160
0,150 - 74 1300 1,50 500
0,256 1,1 -
0,512 1,5 -
0,772 1,8 64
1,000 2,0 62
4,000 4,1 53
8,000 5,8 48
10,000 6,5 47
16,000 8,2 44
20,000 9,3 42
25,000 10,4 41
31,250 11,7 39
62,500 17,0 35
100,000 22,0 32
8 Segurança
Contratual Comprovação de experiência anterior na elaboração e execução de projeto de igual ou maior porte.

Acompanhamento e fiscalização da execução das obras civis.

Garantia sobre os serviços executados, materiais, equipamentos e tecnologias aplicados, assegurada pelos respectivos fornecedores, por prazos compatíveis em cada caso.
Análise de riscos físicos (periódica) O quê proteger ?
Contra quê proteger ?
Medidas preventivas. Observar
custo X nível de risco.
Roteadores e switches principais (centro da estrela da rede predial) Fisicamente acomodados em um rack instalado preferencialmente na sala dos servidores da rede local, ou em uma sala central de equipamentos.
Sala central de equipamentos Segurança física contra sinistros e contra o ingresso de pessoas não autorizadas.
Interferência eletromagnética Localizar e eliminar, se superior a 3 V/m em todo o espectro de freqüência nos percursos dos cabos, ou utilizar cabos óticos.
PASSO A PASSO