- Relatório de Acompanhamento /
Novembro
- APRESENTAÇÃO
A Comissão Coordenadora do Programa A2000 foi
criada pelo Decreto de 5 de março de 1999 (e recentemente reorganizado pelo Decreto de 8
de outubro de 1999) com o objetivo de acompanhar o processo de conclusão das adaptações
dos sistemas informatizados e dos equipamentos eletrônicos digitais para o correto
registro temporal, a partir do ano 2000. Dentre suas competências estão:
- A coordenação das ações do Governo Federal. Para a
realização da atribuição em tela recebe relatórios mensais de acompanhamento dos
órgãos, entidades e agências reguladoras ou supervisoras, e edita recomendações ou
propõe legislação pertinente;
- A articulação com os demais Poderes da União, os estados
e municípios, o setor privado, e governos estrangeiros e organizações multilaterais;
- O acompanhamento da elaboração e a execução de planos de
contingência (conforme estabelecido pelos Decretos supra citados, bem como pelo Decreto
de 27.07.1999); e
- A elaboração e implementação da campanha de orientação
e esclarecimento a população "Alertar sem Alarmar".
O Programa Ano 2000 do Governo Federal
determina fases e prazos para cumprimento das seguintes etapas (incluindo o estágio de
implementação):
- elaboração de inventário de sistemas informatizados e
equipamentos (software e hardware) até 30.08.1998 (concluído em todos os
órgãos, entidades e empresas federais);
- elaboração dos projetos de adequação ou substituição
até 30.09.1998 (concluído em todos os órgãos, entidades e empresas federais);
- implementação dos projetos de adequação dos sistemas
informatizados (hardware e software) até 30.01.1999 (concluído em 97%
órgãos, entidades e empresas federais. Os principais órgãos que não concluíram os
projetos de adequação são o Ministério da Agricultura e Abastecimento e a Fundação
Nacional do Índio-FUNAI do Ministério da Justiça);
- elaboração de inventário de equipamentos eletrônicos
não vinculados aos sistemas informatizados que contenham processadores internos
controladores de processos indexados ao parâmetro cronológico (denominada tecnologia
embarcada ou sistemas embutidos) até 30.04.1999 (concluído em todos os
órgãos, entidades e empresas federais);
- implementação dos projetos de adequação ou
substituição dos equipamentos contendo sistemas embutidos até 30.05.1999 (concluído
em grande parte dos órgãos, entidades e empresas federais. O principal problema
reportado é a falta de cooperação dos fornecedores em prestar as informações de
adequação para conclusão dos projetos);
- realização de testes e homologação/certificação das
soluções de adequação ou substituição dos sistemas informatizados (hardware e
software) até 30.06.1999 (concluído em 97% órgãos, entidades e empresas
federais. Os principais órgãos que não concluíram os projetos de adequação são o
Ministério da Agricultura e Abastecimento e a Fundação Nacional do Índio-FUNAI do
Ministério da Justiça. x órgãos, entidades e empresas já apresentaram suas
Declarações e Conformidade);
- elaboração de planos de contingência individuais dos
órgãos ou entidades da administração pública federal e setoriais, nos setores
regulados ou supervisionados por agências federais até 15.09.1999 ( 80% dos
órgãos, entidades e empresas já apresentaram seus planos de contingência);
- elaboração e submissão do Plano Nacional de
Contingência, da Comissão Coordenadora do Programa Ano 2000, cujo a coordenação foi
atribuído ao Ministério da Defesa até 30.10.1999 (concluído);
- aprovação do Plano Nacional de Contingência (pelo Senhor
Presidente da República) até 30.10.1999 (em análise);
- elaboração e implementação do Plano de Comunicação Ano
2000, vinculado ao Plano Nacional de Contingência até 30.10.1999 (em fase
final de elaboração);
- teste e treinamento dos planos de contingência e do Plano
Nacional de Contingência até 15.12.1999 (iniciado);
- implementação do Plano Nacional de Contingência de
15.12.1999 até 05.01.2000 e de 25.02 até 03.03.2000 (relacionado ao problema do ano
bissexto).
Na condução do Programa Ano 2000, a
Comissão Coordenadora entendeu que o fenômeno do bug atinge potencialmente a
continuidade dos negócios das organizações e, por isso mesmo, não é apenas um
problema afeto às suas áreas de informática. Assim, o Programa Ano 2000 focou o Estado
como prestador de serviços à sociedade e como provedor de soluções para os seus
próprios negócios. Diante disso, estabeleceu um mapa de processos críticos à
manutenção dos serviços essenciais à população e da normalidade da vida nacional,
dentre os quais destacam-se Energia, Telecomunicações, Petróleo, Saúde, Transportes,
Sistema Financeiro, Previdência e Governo.
A situação atual das adequações ao ano
2000 em grande parte dos setores críticos, segundo informações colhidas junto as
agências reguladoras ou supervisoras (Banco Central, ANATEL, ANEEL, ANP, DAC e DEPV
etc.), indicam o término dos trabalhos substantivos de adequação ou substituição de
sistemas informatizados e de equipamentos contendo sistemas embutidos. Estes setores
continuam realizando testes integrados e já elaboraram seus planos de contingência.
Outros setores, no entanto, pela impossibilidade institucional de uma intervenção direta
(principalmente os de abastecimento interno, saúde, pequenas e médias empresas,
transportes urbanos e interurbanos de passageiros e de carga, saneamento e abastecimento
de água e serviços públicos estaduais ou municipais), na maior parte, ainda não
saíram da fase de adaptação, ou pior, nem se conscientizaram da necessidade e urgência
de que a problemática se reveste. Cumpre ressaltar que a Comissão Coordenadora, e o
próprio Ministro de Planejamento, Orçamento e Gestão, vem reiterando solicitações de
informações a estes setores, nem sempre com os resultados desejados.
Cabe informar que o Ministro do Planejamento,
Orçamento e Gestão, por meio do Ofício-Circular nº 380/MP, de 21.10.1999, dirigido aos
Governadores dos Estados e do Distrito Federal e, por meio do Ofício-Circular nº 396/MP,
de 17.10.1999, dirigido aos Prefeitos da Capitais e das cidades com mais de 80.000
habitantes, reiterou a necessidade da prestações de informações e da articulação
entre os três níveis de governo, com vistas a implementação dos planos de
contingência estaduais e as ações de comunicação e municipais em consonância com o
Plano Nacional de Contingência e o Plano de Comunicação do Governo Federal.
A idéia basilar do Centro de Operações, a
ser montado pelo Ministério da Defesa para a execução da coordenação prevista no
Plano Nacional de Contingência, é a de dotar os representantes dos setores críticos com
as facilidades de uma sala de situação e de meios de comunicação internos e externos
confiáveis, durante a virada do ano, para o acompanhamento da situação de seus
processos em todo o país. Centros regionais, espalhados por 10 capitais e replicados em
outras instâncias de maior preocupação e criticidade, serão operados em cooperação
entre as Forças Armadas e os órgãos públicos que deles necessitam (atingindo, desse
modo, cerca de 95% do território nacional). O papel do Ministério da Defesa não é o de
substituição das ações reparadoras de eventuais falhas e sim de comunicações
independentes, pois, na pior hipótese, se houver falha geral nas telecomunicações, os
Centros de Operações estarão providos de meios básicos para comunicar-se com outras
regiões. Pretende-se dessa forma, que os responsáveis pelos processos possam tomar
decisões baseadas em informações confiáveis advindas de seus pares em outras regiões.
Acessoriamente, as Forças Armadas proverão o
apoio logístico necessário para o deslocamento tempestivo de modo rápido de meios que
permitam o pronto restabelecimento de serviços essenciais. Ademais, estarão de
prontidão para auxiliar as autoridades civis constituídas nas esferas federal, estadual
e municipal, para garantir a manutenção da ordem pública e o patrimônio público, se
para isso forem demandadas.
No presente momento, está sendo dotado o
Centro de Operações, no Ministério da Defesa com os equipamentos básicos e comuns a
todos os setores. Na fase seguinte cada setor deverá providenciar o equipamento
específico ao seu processo crítico para instalação no Centro. Cada setor deve se
preocupar com os recursos necessários para implementação do Plano de Contingência. É
importante ressaltar que, caso se configure necessário, a solicitação de recursos de
natureza suplementária ou orçamentária, para o presente exercício, tem prazo máximo
até 31 outubro para ser encaminhado e apreciado pelo Presidente da República.
Outra grande preocupação encampada pelo
governo está relacionada com a comunicação social. Cabe às autoridades (incluindo os
senhores Ministros de Estado e o senhor Presidente da República) utilizarem os meios
disponíveis para obterem a confiança pública e manterem a necessária coerência nas
mensagens públicas até o encerramento dos trabalhos. É importante informar que essas
ações são as mesmas já desenvolvidas pelo Presidente e o Vice Presidente dos Estados
Unidos, pelos Presidentes do México, do Chile e da Argentina e pelo Primeiro Ministro do
Reino Unido, entre outros exemplos.
A Comissão, através da Secretaria de
Comunicação de Governo da Presidência da República orientou aos órgãos, entidades e
empresas da União para se preocupar principalmente com a comunicação preventiva, com
vistas a evitar boatos, especulações negativistas, notícias infundadas ou condutas
inadequadas que levariam alguns serviços ao caos antes mesmo da virada do ano. Neste
sentido, agências reguladoras/supervisoras, como a ANEEL e o Banco Central, têm
antecipado progressivamente a discussão do tema com a sociedade evitando comportamentos
que levem à concretização das falhas por sobrecarga dos serviços (exemplo disso foi a
Circular do Banco Central que determina aos bancos o envio de correspondência aos
correntistas). Dessa forma, os planos de comunicação dos órgãos, entidades e empresas
se vinculam aos seus planos de contingência.
O tempo é curto, faltam 50 dias corridos para
a virada do ano. Entende a Comissão Coordenadora que, apesar da necessidade de se
continuar até o final os trabalhos de adequação, deve-se também buscar a implantação
dos planos de contingência (mesmo nas áreas que concluíram os trabalhos de
adequação). No caso da não adequação, insegurança quanto a adequação ou
impossibilidade de criação de mecanismos de garantia de confiabilidade, cabe ao poder
público não se furtar de seu papel institucional de orientação à população, nem que
seja apenas para anunciar que o serviço de que se trata ficará, de modo preventivo,
paralisado por um determinado período de tempo (exemplo: paralisar as operações de
metrô durante meia a uma hora entre 31.12.1999 e 01.01.2000, tendo em vista o caos que
poderia advir de uma falha no fornecimento de energia elétrica. Cabe citar que trata-se
de procedimento adotado pelas autoridades do sistema metroviário de Tóquio). A
comunicação é essencial para a credibilidade da sociedade nos trabalhos que vêm sendo
executados e principalmente nas providências a serem tomadas.
Outra ação preventiva em elaboração é a
determinação de um conjunto de orientações e normas para evitar ataques de
"hackers", "spams" e "pichadores eletrônicos" durante o
período crítico na virada do ano.
A seguir são mostrados resumidamente os
estágios de preparação dos principais setores governo e iniciativa privada
e o potencial de risco de cada um frente ao chamado bug do ano 2000.
Situação Atual dos Setores
Considerados Críticos pela Secretaria Executiva da Comissão Coordenadora do Programa Ano
2000
Energia Elétrica
| Setor supervisionado |
Agência Nacional de Energia
Elétrica do Ministério de Minas e Energia (ANEEL/MME) |
| Impacto potencial |
Alto |
| Setores impactáveis |
Todos os setores |
| Risco de falhas |
Baixo* |
| Planos de Contingência |
Entregue |
| Plano de Comunicação para
confiança pública |
Adequado, e em andamento |
| Situação atual (Avaliação da
CCPA 2000) |
|
*Segundo relatórios da ANEEL e do MME os
testes integrados realizados em junho, combinados com as auditorias nas empresas deste
setor indicam que a possibilidade de falhas é remota e se ocorrerem serão isoladas e
rápida solução
Petróleo
| Setor supervisionado |
Agência Nacional de Petróleo do
Ministério de Minas e Energia (ANP/MME) |
| Impacto potencial |
Alto |
| Setores impactáveis |
Transportes Terrestres, aéreos,
marítimos e fluviais, geração de energia, serviços de segurança e defesa civil,
abastecimento de combustíveis |
| Risco de falhas |
Médio* |
| Planos de Contingência |
Entregues** |
| Plano de Comunicação para
confiança pública |
Em andamento |
| Situação atual (Avaliação da
CCPA 2000) |
|
- * A parte de distribuição é que preocupa a ANP e a
PETROBRÁS
- ** Somente a PETROBRÁS e a BR Distribuidora encaminharam à
CCPA 2000.
Gás
| Setor supervisionado |
Agência Nacional de Petróleo do
Ministério de Minas e Energia (ANP/MME) |
| Impacto potencial |
Alto |
| Setores impactáveis |
Geração de energia, serviços
de segurança e defesa civil, indústria, residências |
| Risco de falhas |
Médio* |
| Planos de Contingência |
Não reportado |
| Plano de Comunicação para
confiança pública |
Não reportado |
| Situação atual (Avaliação da
CCPA 2000) |
|
* A parte de distribuição é que preocupa a ANP
Energia Nuclear
| Setor supervisionado/operado |
- Agência Nacional de Energia Elétrica do Ministério de
Minas e Energia (ANEEL/MME)
- CNEN
- Eletronuclear
|
| Impacto potencial |
Alto |
| Setores impactáveis |
Todos os setores |
| Risco de falhas |
Médio* |
| Planos de Contingência |
Entregue |
| Plano de Comunicação para
confiança pública |
Em andamento |
| Situação atual (Avaliação da
CCPA 2000) |
|
*Em fase de testes dos planos de
contingência da Usina Nuclear de Angra dos Reis.
Transporte Aéreo
| Setor supervisionado e operado |
- Departamento de Aviação Civil do Comando da
Aeronáutica-Ministério da Defesa (DAC)
- Departamento de Eletrônica e Proteção ao Vôo do Comando
da Aeronáutica-Ministério da Defesa (DEPV)
- Empresa Brasileira de Infra-estrutura Aeroportuária do
Comando da Aeronáutica-Ministério da Defesa (INFRAERO)
|
| Impacto potencial |
Médio* |
| Setores impactáveis |
Turismo, negócios, transporte de
cargas |
| Risco de falhas |
Baixo** |
| Planos de Contingência |
Entregue |
| Plano de Comunicação para
confiança pública |
Em andamento, não avaliável |
| Situação atual (Avaliação da
CCPA 2000) |
|
- * Na perda de confiança dos usuários
- ** As principais agências internacionais supervisionam os
trabalhos locais IATA e ICAO
Transporte Ferroviário Interurbano
| Setor supervisionado |
Rede Ferroviária Federal S/A do
Ministério dos Transportes (RFFSA/MT)* |
| Impacto potencial |
Médio** |
| Setores impactáveis |
Transporte de cargas |
| Risco de falhas |
Baixo |
| Planos de Contingência |
Entregue |
| Plano de Comunicação para
confiança pública |
Não reportados |
| Situação atual (Avaliação da
CCPA 2000) |
|
- * Recentemente privatizado
- ** Especialmente nos sistemas de controle de tráfego que
forem automatizados, uma pequena parte do sistema, o que pode ocasionar risco de acidentes
Transporte Urbano de Passageiros
| Setor operado |
- Companhia Brasileira de Trens Urbanos do Ministério dos
Transportes (CBTU/MT)
- Iniciativa Privada, Governos Estaduais e Municipais
|
| Impacto potencial |
Médio/Alto* |
| Setores impactáveis |
Atividades comerciais e
industriais nos centros urbanos** |
| Risco de falhas |
Médio |
| Planos de Contingência |
Não reportado |
| Plano de Comunicação para
confiança pública |
Não reportado |
| Situação atual (Avaliação da
CCPA 2000) |
|
- * No caso dos sistemas metroviários e ferroviários de
passageiros.
- ** Afeta deslocamentos urbanos e intermunicipais nas grandes
metrópolis.
Transporte Marítimo ou Fluvial
| Setor supervisionado/operado |
- Portos - Companhias Docas do Ministério dos Transportes
- Navegação Comando da Marinha do Ministério da
Defesa e empresas privadas
- Segurança e imigração Departamento de Polícia
Federal do Ministério da Justiça (DPF/MJ)
- Aduana Secretaria da Receita Federal do Ministério
da Fazenda (SRF/MF)
|
| Impacto potencial |
Médio |
| Setores impactáveis |
Transportes de passageiros e
mercadorias, comércio exterior |
| Risco de falhas |
Baixo |
| Planos de Contingência |
Não reportado |
| Plano de Comunicação para
confiança pública |
Não reportado |
| Situação atual (Avaliação da
CCPA 2000) |
|
Saneamento e Abastecimento de Água Potável
| Setor operado |
- Municípios
- Empresas estaduais
- Empresas privadas
|
| Impacto potencial |
Médio |
| Setores impactáveis |
Indústria, saúde publica e
consumo doméstico |
| Risco de falhas |
Alto* |
| Planos de Contingência |
Entrega parcial |
| Plano de Comunicação para
confiança pública |
Não reportado |
| Situação atual (Avaliação da
CCPA 2000) |
|
* 16 empresas prestaram informações a CCPA2000.
Situação em evolução.
Hospitalar
| Setor operado/supervisionado |
- Instituições privadas (grande maioria sem fins lucrativo)
- Instituições federais, estaduais e municipais
- Ministério da Saúde
- Secretarias de Saúde dos Estados e Municípios*
|
| Impacto potencial |
Médio |
| Setores impactáveis |
Defesa civil, saúde pública e
segurança |
| Risco de falhas |
Alto * |
| Planos de Contingência |
Não reportado |
| Plano de Comunicação para
confiança pública |
Não reportado |
| Situação atual (Avaliação da
CCPA 2000) |
|
- * Setor complexo, descentralizado e pulverizado, que
dificulta a ação da CCPA 2000
- ** Pouco foi feito no sentido de avaliar o risco de falha do
equipamentos controlados por processadores embutidos.
Laboratorial
| Setor supervisionado |
Agência Nacional de Vigilância
Sanitária do Ministério da Saúde (ANVS/MS) |
| Impacto potencial |
Médio |
| Setores impactáveis |
Saúde pública |
| Risco de falhas |
Alto* |
| Planos de Contingência |
Não reportado |
| Plano de Comunicação para
confiança pública |
Não reportado |
| Situação atual (Avaliação da
CCPA 2000) |
|
* Pouco foi feito no sentido de avaliar o risco de falha do
equipamentos controlados por processadores embutidos.
Segurança Pública
| Setor operado |
- Departamento de Polícia Federal, Departamento de Polícia
Rodoviária Federal,
- Departamento de Polícia Ferroviária Federal, todos do
Ministério da Justiça (DPF/MJ, DPRF/MJ e DPFF/MJ)
- Polícias Civil e Militar e Secretarias de Segurança
Pública e de Justiça dos Estados
- Guardas Municipais
- Poder Judiciário
- Serviços carcerários
- Empresas de Vigilância e afins
|
| Impacto potencial |
Médio* |
| Setores impactáveis |
Segurança da população e
patrimônio público e privado, justiça |
| Risco de falhas |
Médio** |
| Planos de Contingência |
Entrega parcial*** |
| Plano de Comunicação para
confiança pública |
Não reportado |
| Situação atual (Avaliação da
CCPA 2000) |
|
- * Risco maior de falhas nos sistemas de informações
criminais e penitenciários dos estados
- ** as informações coletadas pela CCPA 2000 não permite
uma conclusão sobre o setor
- *** Somente o Dep. de Polícia Federal entregou o seu plano
de contingência
Segurança Nacional
| Setor operado |
Ministério da Defesa, por meio
dos Comandos Gerais do Exército, da Marinha e da Aeronáutica |
| Impacto potencial |
Alto* |
| Setores impactáveis |
Segurança externa e defesa civil |
| Risco de falhas |
Baixo |
| Planos de Contingência |
Entregue |
| Plano de Comunicação para
confiança pública |
Em andamento |
| Situação atual (Avaliação da
CCPA 2000) |
|
* devido a sofisticação dos equipamentos empregados pelas
forças armadas
Abastecimento Interno
| Setor operado/articulado |
- Ministério da Agricultura e Abastecimento (MMA)
- Companhia Nacional de Abastecimento (CONAB/MMA)
- Empresas de armazenamento e comercialização de gêneros
alimentícios
|
| Impacto potencial |
Médio* |
| Setores impactáveis |
Comércio e comércio exterior |
| Risco de falhas |
Médio |
| Planos de Contingência |
Entregue** |
| Plano de Comunicação para
confiança pública |
Não reportado |
| Situação atual (Avaliação da
CCPA 2000) |
|
- * No caso de armazenamento, os equipamentos contendo
sistemas embutidos. No caso da bolsas de mercadorias, os sistemas informatizados
- ** Entregaram os planos de contingência o Ministério da
Agricultura e a CONAB
Comércio Exterior
| Setor operado |
- Secretária da Receita Federal, Banco Central do Brasil,
Banco do Brasil do Ministério da Fazenda (SRF/MF, BC e BB),
- Secretária de Comércio Exterior do Ministério do
Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (SECEX/MDIC);
- Bancos comerciais
- Empresas
|
| Impacto potencial |
Alto* |
| Setores impactáveis |
Comércio exterior, indústria,
investidores externos, financeiro internacional |
| Risco de falhas |
Baixo |
| Planos de Contingência |
Entregue** |
| Plano de Comunicação para
confiança pública |
Em andamento, não articulado*** |
| Situação atual (Avaliação da
CCPA 2000) |
|
- * Fortemente dependente no SISCOMEX (Sistema de Comércio
Exterior) desenvolvido pelo SERPRO
- ** Entregaram o Ministério da Fazenda, Serpro, Banco
Central e BNB
- *** O Banco Central e a FEBRABAN estão comunicando os
outros não.
Arrecadação (Federal, Estadual e Municipal)
| Setor operado |
- Secretaria da Receita Federal do Ministério da Fazenda
(SRF/MF)
- Secretarias de Fazenda dos Estados e Municípios
- INSS
- Bancos Oficiais Federais e Estaduais
|
| Impacto potencial |
Alto* |
| Setores impactáveis |
Setor público |
| Risco de falhas |
Médio |
| Planos de Contingência |
Entregue** |
| Plano de Comunicação para
confiança pública |
Não reportado |
| Situação atual (Avaliação da
CCPA 2000) |
|
- * A falta de informações dos estados e municípios
preocupa
- ** O Serpro entregou o plano de contingência
Serviços Públicos (Governo Federal)
| Setor operado |
Principalmente aqueles ligados a
sistemas desenvolvidos pelo Serviço Federal de Processamento de Dados do Ministério da
Fazenda (SERPRO/MF) |
| Impacto potencial |
Alto* |
| Setores impactáveis |
Serviços públicos,
arrecadação, financeiro, comércio exterior, pagamentos, compras governamentais |
| Risco de falhas |
Baixo |
| Planos de Contingência |
Entregue** |
| Plano de Comunicação para
confiança pública |
Em andamento |
| Situação atual (Avaliação da
CCPA 2000) |
|
- * Devido a sofisticação dos sistemas informatizados
- ** O Serpro e o Ministério do Planejamento, Orçamento e
Gestão entregaram seus planos de contingência
Serviços Públicos (Governos estaduais e municipais)
| Setor operado |
Estados e municípios, bem como
empresas estaduais e municipais |
| Impacto potencial |
Médio |
| Setores impactáveis |
Serviços públicos,
arrecadação, pagamentos |
| Risco de falhas |
Médio |
| Planos de Contingência |
Não reportado |
| Plano de Comunicação para
confiança pública |
Não reportado |
| Situação atual (Avaliação da
CCPA 2000) |
|
* Grande parte dos governos estaduais e a maioria das
prefeituras municipais não tem comunicado progresso significativo em ações ano 2000
Financeiro
| Setor supervisionado |
Banco Central do Brasil (BC) |
| Impacto potencial |
Alto* |
| Setores impactáveis |
Todos os setores |
| Risco de falhas |
Baixo |
| Planos de Contingência |
Entregue** |
| Plano de Comunicação para
confiança pública |
Em andamento, bem elaborado |
| Situação atual (Avaliação da
CCPA 2000) |
|
- * Fortemente dependente em sistemas informatizados e na
confiança publica interna e do exterior
- ** O Banco Central entregou seu plano de contingência
Mercado de Capitais
| Setor supervisionado |
Comissão de Valores Mobiliários
(CVM) |
| Impacto potencial |
Alto* |
| Setores impactáveis |
Bolsas, financeiro, indústria e
comércio, investidores externos |
| Risco de falhas |
Baixo |
| Planos de Contingência |
Entregue** |
| Plano de Comunicação para
confiança pública |
Em andamento |
| Situação atual (Avaliação da
CCPA 2000) |
|
- * Fortemente dependente em sistemas informatizados
- ** A CVM entregou seu plano de contingência
Mercado Segurador
| Setor supervisionado |
Superintendência de Seguros
Privados do Ministério da Fazenda (SUSEP/MF) |
| Impacto potencial |
Alto |
| Setores impactáveis |
Transportes, indústria,
comércio e comércio exterior |
| Risco de falhas |
Médio |
| Planos de Contingência |
Entregue** |
| Plano de Comunicação para
confiança pública |
Não reportado |
| Situação atual (Avaliação da
CCPA 2000) |
|
- * fortemente dependente em sistemas informatizados para
arrecadação prêmios, constituição de reserva técnica, calculo e pagamento de
indenizações
- ** A SUSEP entregou seu plano de contingência
Previdência Oficial (Setor Privado)
| Setor operado |
Instituto Nacional de Seguridade
Social (INSS) e Empresa de Processamento de Dados da Previdência Social (DATAPREV), do
Ministério da Previdência e Assistência Social (MPAS) |
| Impacto potencial |
Alto* |
| Setores impactáveis |
Aposentados e pensionistas do
setor público |
| Risco de falhas |
Médio** |
| Planos de Contingência |
Elaborado*** |
| Plano de Comunicação para
confiança pública |
Em andamento |
| Situação atual (Avaliação da
CCPA 2000) |
|
- * fortemente dependente em sistemas informatizados para
arrecadação, calculo e pagamento de benefícios
- ** os testes informados pela DATAPREV permitem aduzir poucos
riscos de falhas.
- *** Pendente de entrega pela DATAPREV
Previdência Oficial (Setor Público)
| Setor operado |
- Governo Federal Secretarias de Recursos Humanos e de
Orçamento Federal do Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão (SRH/MP e SOF/MP),
- Secretária do Tesouro Nacional do Ministério da Fazenda
(STN/MF),
- Secretaria de Previdência Social do Ministério da
Previdência e Assistência Social (SPS/MPAS);
- Serviço Federal de Processamento de Dados (SERPRO)
- Governos Estaduais e Municipais
|
| Impacto potencial |
Alto* |
| Setores impactáveis |
Aposentados e pensionistas do
setor público |
| Risco de falhas |
Médio** |
| Planos de Contingência |
Entregue*** |
| Plano de Comunicação para
confiança pública |
Não reportado |
| Situação atual (Avaliação da
CCPA 2000) |
|
- * fortemente dependente em sistemas informatizados para
arrecadação, calculo e pagamento de benefícios
- ** Situação não permite aduzir a situação nos estados e
municípios
- *** Somente o SERPRO entregou seu plano de contingência
Previdência Complementar
| Setor supervisionado |
Secretaria de Previdência
Complementar do Ministério da Previdência e Assistência Social (SPC/MPAS) |
| Impacto potencial |
Alto* |
| Setores impactáveis |
Aposentados e pensionistas do
setor privado, comércio, financeiro |
| Risco de falhas |
Médio |
| Planos de Contingência |
Em elaboração |
| Plano de Comunicação para
confiança pública |
Em andamento** |
| Situação atual (Avaliação da
CCPA 2000) |
|
- * fortemente dependente em sistemas informatizados para
arrecadação, calculo e pagamento de benefícios, bem como para o equilíbrio atuarial e
econômico-financeiro dos fundos de pensão.
- ** 80% dos fundos de pensão já atenderem a determinação
da comunicação aos beneficiários.
Telecomunicações
| Setor supervisionado |
Agência Nacional de
Telecomunicações do Ministério das Comunicações (ANATEL/MinC) |
| Impacto potencial |
Alto* |
| Setores impactáveis |
Todos os setores |
| Risco de falhas |
Baixo |
| Planos de Contingência |
Elaborados** |
| Plano de Comunicação para
confiança pública |
Em andamento |
| Situação atual (Avaliação da
CCPA 2000) |
|
- * Fortemente dependente em sistemas embutidos
- ** Pendente de entrega pela ANATEL
Comercial
| Setor operado |
Empresas privadas |
| Impacto potencial |
Médio |
| Setores impactáveis |
Indústria e abastecimento |
| Risco de falhas |
Médio* |
| Planos de Contingência |
Não reportado |
| Plano de Comunicação para
confiança pública |
Não reportado |
| Situação atual (Avaliação da
CCPA 2000) |
|
* Há setores cuja dependência em automação e
informática e bem evidente, tais como supermercados
Industrial
| Setor operado/articulado |
- Empresas privadas
- Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio
Exterior (MDIC)
|
| Impacto potencial |
Alto* |
| Setores impactáveis |
Comércio, abastecimento,
comércio exterior |
| Risco de falhas |
Baixo** |
| Planos de Contingência |
Elaborados |
| Plano de Comunicação para
confiança pública |
Em andamento |
| Situação atual (Avaliação da
CCPA 2000) |
|
- * Devido a grande quantidade de sistemas embutidos que
controlam os diversos processos industriais
- ** As grandes empresas nacionais e multinacionais
implementaram projetos ano 2000
Micros & Pequenas Empresas
| Setor operado/articulado |
- Empresas privadas
- Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio
Exterior (MDIC)*
|
| Impacto potencial |
Médio** |
| Setores impactáveis |
Todos os setores |
| Risco de falhas |
Médio |
| Planos de Contingência |
Não reportados |
| Plano de Comunicação para
confiança pública |
Não reportados |
| Situação atual (Avaliação da
CCPA 2000) |
|
- * O SEBRAE tem papel singular nesta área, bem como s bancos
oficiais federal (Banco do Brasil, Caixa Econômica Federal (CEF) e Banco do Nordeste do
Brasil (BNB)
- ** O impacto principal acarretado pela ausência de
adequação das pequenas e médias empresas (conforme apurado pela CCPA2000) é a de
falências e concordatas e conseqüente desemprego impacto social
Educação
| Setor operado/articulado |
- Ministério da Educação (MEC)
- Secretarias Estaduais e Municipais de Educação
- Entidades privadas e sem fins lucrativas*
|
| Impacto potencial |
Médio |
| Setores impactáveis |
O próprio |
| Risco de falhas |
Baixo |
| Planos de Contingência |
Entrega Parcial** |
| Plano de Comunicação para
confiança pública |
Não reportados |
| Situação atual (Avaliação da
CCPA 2000) |
|
- * As entidades privadas ou sem fins lucrativas são
supervisionadas pelas Secretarias Estaduais de Educação.
- ** As entidades controladas pelo MEC já entregaram seus
planos de contingência.
Atividades Complementares
Desenvolvidas no 4º Trimestre
a) Inspeção da Secretaria Federal de
Controle
A CCPA 2000 solicitou a Secretaria Federal de
Controle que procedesse inspeção de consistência nos projetos de adequação e nos
planos de contingência via questionário encaminhado a cerca de 600 órgãos, entidades e
empresas auditadas pelo sistema do controle interno. O resultado será apresentado na
próxima reunião do CCPA 2000 (12.11.1999);
b) Seminários e Eventos Nacionais e
Internacionais
A CCPA 2000, durante o 4º trimestre passou a
integrar os seguintes grupos de trabalho:
Fórum Telecomunicações Ano 2000 - para
orientar sobre as necessidades de prestação de serviços de telecomunicações e
contingência do setor público;
Grupo de trabalho para a contingência da SRH
para acertar com os bancos, o SERPRO e a área econômica do governo a sistemática
de contingência para o pagamento dos servidores da ativa, aposentados e pensionistas da
União.
Integrantes da Secretaria Executiva do CCPA
2000 participaram dos seguintes eventos nacionais:
Seminário Hospital Qualidade;
Encontro de Instituições de Ensino da
América Latina;
XXVII Seminário Nacional de Informática
Pública;
Seminário "A Segurança do Estado e do
Cidadão frente ao Bug do Ano 2000", realizado pelo Tribunal de Contas da União;
Seminário da AESBE - Associação das
Empresas de Saneamento Básico Estaduais (que servem a 3.8000 municípios);
Integrantes da Secretaria Executiva do CCPA
2000 participaram dos seguintes eventos internacionais:
III Reunião do Grupo de Trabalho Ad Hoc para
o Problema Informático do Ano 2000 do Mercado Comum do Cone Sul Ampliado (GTAH 2000,
Mercosul, Chile e Bolívia)
O Papel da Comunicação no Programa Ano
2000
Ao Governo caberá a tranquilização
preventiva da população para que boatos não acometam a uma reação de pânico
impensado, só para citar um exemplo. A transmissão de confiança pública no trabalho
realizado pelo Governo Federal ao longo dos dois últimos anos somente será possível com
a divulgação dos resultados alcançados nos testes integrados realizados nos setores
financeiro, de mercado de capitais, de seguros, nas telecomunicações, na previdência,
no comércio exterior e no setor energético.
Entretanto, conforme depreendido pela análise
dos quadros relacionados aos setores, conforme a avaliação da Comissão Coordenadora do
Programa Ano 2000, nem todos setores inspiram a possibilidade de divulgação de análises
inspiradoras de confiança pública. Para os setores cujo trabalho não evoluíram, o
papel de comunicação do Governo Federal será o de alertar e preparar para a
possibilidade de suspensão temporária dos serviços nas áreas afetadas, ou de forma
preventiva ou corretiva. Caso esta comunicação orientava de comportamentos adequados
frente a possibilidade de desconforto temporário não seja realizada, existe a
possibilidade que ocorram distúrbios civis.
Outra função da comunicação ano 2000
deverá ser a de desmistificar as conotações negativas relacionadas aos anseios da
chegada do novo milênio. Cumpre ressaltar que a questão mística de fim de mundo, ou as
incertezas geradas pela chegada do terceiro milênio podem impulsionar certos indivíduos
a tomarem atitudes ou cometerem ações lesivas ao patrimônio público ou a vida de
terceiros. Portanto, caberá a campanha institucional trazer calma e denotar a normalidade
da virada do ano.
Por fim, existe a necessidade de
acompanhamento e a implementação de ações preventivas ou reativas de comunicação em
tempo real, ou próximo disso, para fazer frente as notícias vinculadas pela mídia
internacional, inclusive contrapondo a chegada do ano 2000 pelos diversos fusos horários
a partir das 10:00 h. (horário de Brasília) do dia 31.12.1999, a partir da Nova
Zelândia.
Papel fundamental no Plano de Comunicação se
reserva as principais autoridades do Governo Federal. Para tanto, papel fundamental será
desempenhada pela Sala de Operações do Programa Ano 2000, em vias de implantação no
Ministério da Defesa, na coleta e disseminação de informações. Será necessário,
para que a ação das autoridades governamentais se configure efetiva, o estabelecimento
de mecanismos de repasse de informações a estas autoridades, de forma rápida e segura,
bem como as recomendações dos especialistas ano 2000, de contingência ano 2000 e de
comunicação ano 2000.
Como forma de ocupação de espaço
construtivo na mídia brasileira, junto ao Centro de Operações será instalada uma sala
de imprensa com todas as facilidades para que seja utilizado pelos Assessores de
Comunicação Social das diversas áreas do Governo Federal. À Radiobrás caberá provê
as facilidades de comunicação e divulgação na eventualidade de a situação demandar a
realização de pronunciamentos em cadeia nacional de rádio e televisão.
Conclusões
O atual estágio do Programa Ano 2000 do
Governo Federal permite aduzir que grandes progressos foram alcançados desde do início
da sua implementação, em agosto de 1998, até a reta final dos trabalhos sendo
implementados neste mês de novembro de 1999. Entretanto, ações fundamentais para a
garantia do sucesso do programa ainda deverão ser implementadas (conforme o cronograma
alinhado para o Programa).