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Relatórios de Acompanhamento - Programa Ano 2000

Relatório de Acompanhamento / Dezembro
  1. APRESENTAÇÃO

A Comissão Coordenadora do Programa A2000 foi criada pelo Decreto de 5 de março de 1999 (e recentemente reorganizado pelo Decreto de 8 de outubro de 1999) com o objetivo de acompanhar o processo de conclusão das adaptações dos sistemas informatizados e dos equipamentos eletrônicos digitais para o correto registro temporal, a partir do ano 2000. Dentre suas competências estão:

  1. A coordenação das ações do Governo Federal. Para a realização da atribuição em tela recebe relatórios mensais de acompanhamento dos órgãos, entidades e agências reguladoras ou supervisoras, e edita recomendações ou propõe legislação pertinente;
  2. A articulação com os demais Poderes da União, os estados e municípios, o setor privado, e governos estrangeiros e organizações multilaterais;
  3. O acompanhamento da elaboração e a execução de planos de contingência (conforme estabelecido pelos Decretos supra citados, bem como pelo Decreto de 27.07.1999); e
  4. A elaboração e implementação da campanha de orientação e esclarecimento a população "Alertar sem Alarmar".

O Programa Ano 2000 do Governo Federal determina fases e prazos para cumprimento das seguintes etapas (incluindo o estágio de implementação):

  1. elaboração de inventário de sistemas informatizados e equipamentos (software e hardware) – até 30.08.1998 (concluído em todos os órgãos, entidades e empresas federais);
  2. elaboração dos projetos de adequação ou substituição – até 30.09.1998 (concluído em todos os órgãos, entidades e empresas federais);
  3. implementação dos projetos de adequação dos sistemas informatizados (hardware e software) – até 30.01.1999 (concluído em 97% órgãos, entidades e empresas federais. Os órgãos que estão em fase de conclusão dos projetos de adequação são o Ministério da Agricultura e Abastecimento e a Fundação Nacional do Índio-FUNAI do Ministério da Justiça);
  4. elaboração de inventário de equipamentos eletrônicos não vinculados aos sistemas informatizados que contenham processadores internos controladores de processos indexados ao parâmetro cronológico (denominada tecnologia embarcada ou sistemas embutidos) – até 30.04.1999 (concluído em todos os órgãos, entidades e empresas federais);
  5. implementação dos projetos de adequação ou substituição dos equipamentos contendo sistemas embutidos – até 30.05.1999 (Concluído em grande parte dos órgãos, entidades e empresas federais. O principal problema reportado continua sendo a falta de cooperação de certos fornecedores em prestar as informações de adequação para conclusão dos projetos);
  6. realização de testes e homologação/certificação das soluções de adequação ou substituição dos sistemas informatizados (hardware e software) – até 30.06.1999 (Concluído em 97% órgãos, entidades e empresas federais. Os órgãos que não concluíram os projetos de adequação são o Ministério da Agricultura e Abastecimento e a Fundação Nacional do Índio - FUNAI do Ministério da Justiça);
  7. elaboração de planos de contingência individuais dos órgãos ou entidades da administração pública federal e setoriais, nos setores regulados ou supervisionados por agências federais – até 15.09.1999 ( 85% dos órgãos, entidades e empresas já apresentaram seus planos de contingência);
  8. elaboração e submissão do Plano Nacional de Contingência, da Comissão Coordenadora do Programa Ano 2000, cujo a coordenação foi atribuído ao Ministério da Defesa – até 30.10.1999 (Concluído);
  9. aprovação do Plano Nacional de Contingência (pelo Senhor Presidente da República) – até 30.10.1999 (Concluído);
  10. elaboração e implementação do Plano de Comunicação Ano 2000, vinculado ao Plano Nacional de Contingência – até 30.10.1999 (Em execução);
  11. teste e treinamento dos planos de contingência e do Plano Nacional de Contingência – até 15.12.1999 (Em execução);
  12. implementação do Plano Nacional de Contingência – de 15.12.1999 até 05.01.2000 e de 25.02 até 03.03.2000 (relacionado ao problema do ano bissexto).

A premissa estabelecida na condução do Programa Ano 2000 é a de que o fenômeno do bug atinge potencialmente a continuidade dos negócios das organizações e, por isso mesmo, não é apenas um problema afeto às suas áreas de informática. Assim, o Programa Ano 2000 focou o Estado como prestador de serviços à sociedade e como provedor de soluções para os seus próprios negócios. Diante disso, estabeleceu um mapa de processos críticos à manutenção dos serviços essenciais à população e da normalidade da vida nacional, dentre os quais destacam-se Energia, Telecomunicações, Petróleo, Saúde, Transportes, Sistema Financeiro, Previdência e Governo.

A situação atual das adequações ao ano 2000 em grande parte dos setores críticos, segundo informações colhidas junto as agências reguladoras ou supervisoras (Banco Central, ANATEL, ANEEL, ANP, DAC e DEPV etc.), indicam o término dos trabalhos substantivos de adequação ou substituição de sistemas informatizados e de equipamentos contendo sistemas embutidos. Estes setores realizaram diversos testes integrados e já elaboraram seus planos de contingência. Pela impossibilidade institucional de uma intervenção direta, não foram observados avanços nos preparativos de algumas áreas, a saber: saúde, pequenas e médias empresas, transportes urbanos e interurbanos de passageiros e de carga, serviços públicos estaduais ou municipais e saneamento e abastecimento de água. Em relação à última, no entanto, foram feitos contatos com as associações das empresas de água e saneamento estaduais e municipais, que beneficiam um total de 5500 localidades no país. Essas associações afirmaram que o setor é pouco informatizado e que o bug não irá afetar a continuidade dos serviços. A Comissão Coordenadora, e o próprio Ministro de Planejamento, Orçamento e Gestão, vem reiterando solicitações de informações aos outros setores, nem sempre com os resultados desejados.

O Centro de Operações Ano 2000, instalado no Ministério da Defesa para a execução da coordenação prevista no Plano Nacional de Contingência, irá dotar os representantes dos setores críticos com as facilidades de uma sala de situação e de meios de comunicação internos e externos confiáveis, durante a virada do ano, em todo o país. Centros regionais, espalhados por 07 capitais e replicados em outras instâncias de maior preocupação e criticidade, serão operados em cooperação entre as Forças Armadas e os órgãos públicos que deles necessitam (atingindo, desse modo, cerca de 95% do território nacional). O papel do Ministério da Defesa não é o de substituição das ações reparadoras de eventuais falhas e sim de comunicações independentes, pois, na pior hipótese, se houver falha geral nas telecomunicações, os Centros de Operações estarão providos de meios básicos para comunicar-se com outras regiões. Dessa forma, os responsáveis pelos setores poderão tomar decisões baseadas em informações confiáveis advindas de seus pares em outras regiões.

Acessoriamente, as Forças Armadas proverão o apoio logístico necessário para o deslocamento tempestivo e eficaz de meios que permitam o pronto restabelecimento de serviços essenciais. Ademais, estarão de prontidão para auxiliar as autoridades civis constituídas nas esferas federal, estadual e municipal, para garantir a manutenção da ordem pública e o patrimônio público, se para isso forem demandadas.

Outra grande preocupação encampada pelo governo está relacionada com a comunicação social. Estarão à disposição das autoridades (incluindo os senhores Ministros de Estado e o senhor Presidente da República) os meios para tranqüilização da população até o encerramento dos trabalhos.

A Comissão, através da Secretaria de Comunicação de Governo da Presidência da República orientou aos órgãos, entidades e empresas da União para se preocupar principalmente com a comunicação preventiva, com vistas a evitar boatos, especulações negativistas, notícias infundadas ou condutas inadequadas que acarretariam problemas a alguns serviços antes mesmo da virada do ano. Neste sentido, agências reguladoras/supervisoras, como a ANEEL, ANATEL e o Banco Central, têm antecipado progressivamente a discussão do tema com a sociedade evitando comportamentos que levem à concretização das falhas por sobrecarga dos serviços. Dessa forma, os planos de comunicação dos órgãos, entidades e empresas se vinculam aos seus planos de contingência.

No tempo que falta (16 dias corridos para a virada do ano), a Comissão Coordenadora vem orientando a todos os setores para continuarem até o final os trabalhos de adequação, bem como buscarem também a implantação dos planos de contingência (mesmo nas áreas que concluíram os trabalhos de adequação). No caso da não adequação e insegurança quanto a adequação ou impossibilidade de criação de mecanismos de garantia de confiabilidade, o poder público não se furtará de seu papel institucional de orientação à população. A comunicação é essencial para a credibilidade da sociedade nos trabalhos que vêm sendo executados e principalmente nas providências a serem tomadas.

Outra ação preventiva em elaboração é a determinação de um conjunto de orientações e normas para evitar ataques de "hackers", "spams" e "pichadores eletrônicos" durante o período crítico na virada do ano.

A seguir são mostrados resumidamente os estágios de preparação dos principais setores – governo e iniciativa privada – e o potencial de risco de cada um frente ao chamado bug do ano 2000.

Situação Atual dos Setores Considerados Críticos pela Secretaria Executiva da Comissão Coordenadora do Programa Ano 2000

Energia Elétrica

Setor supervisionado Agência Nacional de Energia Elétrica do Ministério de Minas e Energia (ANEEL/MME)
Impacto potencial Alto
Setores impactáveis Todos os setores
Risco de falhas Baixo*
Planos de Contingência Entregue
Plano de Comunicação para confiança pública Adequado, e em andamento
Situação atual (Avaliação da CCPA 2000)  

*As empresas de eletricidade já testaram seu planos de contingência

Petróleo

Setor supervisionado Agência Nacional de Petróleo do Ministério de Minas e Energia (ANP/MME)
Impacto potencial Alto
Setores impactáveis Transportes Terrestres, aéreos, marítimos e fluviais, geração de energia, serviços de segurança e defesa civil, abastecimento de combustíveis
Risco de falhas Médio*
Planos de Contingência Entregues
Plano de Comunicação para confiança pública Em andamento
Situação atual (Avaliação da CCPA 2000)  

* A ANP coordenou a elaboração de planos de contingência para a distribuição de derivados de petróleo

Gás

Setor supervisionado Agência Nacional de Petróleo do Ministério de Minas e Energia (ANP/MME)
Impacto potencial Alto
Setores impactáveis Geração de energia, serviços de segurança e defesa civil, indústria, residências
Risco de falhas Médio*
Planos de Contingência Entregue
Plano de Comunicação para confiança pública Não reportado
Situação atual (Avaliação da CCPA 2000)  

* A ANP coordenou a elaboração de planos de contingência para a distribuição de gás

Energia Nuclear

Setor supervisionado/operado
Agência Nacional de Energia Elétrica do Ministério de Minas e Energia (ANEEL/MME)
CNEN
Eletronuclear
Impacto potencial Alto
Setores impactáveis Todos os setores
Risco de falhas Médio
Planos de Contingência Entregue
Plano de Comunicação para confiança pública Em andamento
Situação atual (Avaliação da CCPA 2000)  

Transporte Aéreo

Setor supervisionado e operado
Departamento de Aviação Civil do Comando da Aeronáutica-Ministério da Defesa (DAC)
Departamento de Eletrônica e Proteção ao Vôo do Comando da Aeronáutica-Ministério da Defesa (DEPV)
Empresa Brasileira de Infra-estrutura Aeroportuária do Comando da Aeronáutica-Ministério da Defesa (INFRAERO)
Impacto potencial Médio*
Setores impactáveis Turismo, negócios, transporte de cargas
Risco de falhas Baixo**
Planos de Contingência Entregue
Plano de Comunicação para confiança pública Em andamento, não avaliável
Situação atual (Avaliação da CCPA 2000)  
* Na perda de confiança dos usuários
** As principais agências internacionais supervisionam os trabalhos locais – IATA e ICAO

 Transporte Ferroviário Interurbano

Setor supervisionado Rede Ferroviária Federal S/A do Ministério dos Transportes (RFFSA/MT)*
Impacto potencial Médio**
Setores impactáveis Transporte de cargas
Risco de falhas Baixo
Planos de Contingência Entregue
Plano de Comunicação para confiança pública Não reportados
Situação atual (Avaliação da CCPA 2000)  
* Recentemente privatizado
** Especialmente nos sistemas de controle de tráfego que forem automatizados, uma pequena parte do sistema, o que pode ocasionar risco de acidentes

Transporte Urbano de Passageiros

Setor operado
Companhia Brasileira de Trens Urbanos do Ministério dos Transportes (CBTU/MT)
Iniciativa Privada, Governos Estaduais e Municipais
Impacto potencial Médio/Alto*
Setores impactáveis Atividades comerciais e industriais nos centros urbanos**
Risco de falhas Médio***
Planos de Contingência Não reportado
Plano de Comunicação para confiança pública Não reportado
Situação atual (Avaliação da CCPA 2000)  
* No caso dos sistemas metroviários e ferroviários de passageiros.
** Afeta deslocamentos urbanos e intermunicipais nas grandes metrópolis.
*** Somente os sistemas metroviários do Rio de Janeiro e de São Paulo estarão operando na virada do ano, segundo informações colhidas pela CCPA2000

Transporte Marítimo ou Fluvial

Setor supervisionado/operado
Portos - Companhias Docas do Ministério dos Transportes
Navegação – Comando da Marinha do Ministério da Defesa e empresas privadas
Segurança e imigração – Departamento de Polícia Federal do Ministério da Justiça (DPF/MJ)
Aduana – Secretaria da Receita Federal do Ministério da Fazenda (SRF/MF)
Impacto potencial Médio
Setores impactáveis Transportes de passageiros e mercadorias, comércio exterior
Risco de falhas Baixo
Planos de Contingência Entregues*
Plano de Comunicação para confiança pública Não reportado
Situação atual (Avaliação da CCPA 2000)  

* pelas empresas públicas

Saneamento e Abastecimento de Água Potável

Setor operado
Municípios
Empresas estaduais
Empresas privadas
Impacto potencial Médio
Setores impactáveis Indústria, saúde publica e consumo doméstico
Risco de falhas Médio*
Planos de Contingência Entrega parcial
Plano de Comunicação para confiança pública Não reportado
Situação atual (Avaliação da CCPA 2000)  

* 16 empresas estaduais e a ASMAE (que congrega 1.500das empresas municipais) prestaram informações a CCPA2000.

Hospitalar

Setor operado/supervisionado
Instituições privadas (grande maioria sem fins lucrativo)
Instituições federais, estaduais e municipais
Ministério da Saúde
Secretarias de Saúde dos Estados e Municípios*
Impacto potencial Médio
Setores impactáveis Defesa civil, saúde pública e segurança
Risco de falhas Alto *
Planos de Contingência Elaborado***
Plano de Comunicação para confiança pública Não reportado
Situação atual (Avaliação da CCPA 2000)  
* Setor complexo, descentralizado e pulverizado, que dificulta a ação da CCPA 2000
** Pouco foi feito no sentido de avaliar o risco de falha do equipamentos controlados por processadores embutidos.
*** O Ministério da Saúde elaborou plano de contingência referencial e distribuiu pela rede do SUS.

Laboratorial

Setor supervisionado Agência Nacional de Vigilância Sanitária do Ministério da Saúde (ANVS/MS)
Impacto potencial Médio*
Setores impactáveis Saúde pública
Risco de falhas Alto**
Planos de Contingência Não reportado
Plano de Comunicação para confiança pública Não reportado
Situação atual (Avaliação da CCPA 2000)  
* O impacto encontra-se diminuído pelo fato dos grandes estoques disponíveis na indústria e no comércio.
** Pouco foi feito no sentido de avaliar o risco de falha do equipamentos controlados por processadores embutidos.

Segurança Pública

Setor operado
Departamento de Polícia Federal, Departamento de Polícia Rodoviária Federal,
Departamento de Polícia Ferroviária Federal, todos do Ministério da Justiça (DPF/MJ, DPRF/MJ e DPFF/MJ)
Polícias Civil e Militar e Secretarias de Segurança Pública e de Justiça dos Estados
Guardas Municipais
Poder Judiciário
Serviços carcerários
Empresas de Vigilância e afins
Impacto potencial Médio*
Setores impactáveis Segurança da população e patrimônio público e privado, justiça
Risco de falhas Médio**
Planos de Contingência Entrega parcial***
Plano de Comunicação para confiança pública Não reportado
Situação atual (Avaliação da CCPA 2000)  
* Risco maior de falhas nos sistemas de informações criminais e penitenciários dos estados
** as informações coletadas pela CCPA 2000 não permite uma conclusão sobre o setor
*** Somente o Dep. de Polícia Federal entregou o seu plano de contingência

Segurança Nacional

Setor operado Ministério da Defesa, por meio dos Comandos Gerais do Exército, da Marinha e da Aeronáutica
Impacto potencial Alto*
Setores impactáveis Segurança externa e defesa civil
Risco de falhas Baixo
Planos de Contingência Entregue
Plano de Comunicação para confiança pública Em andamento
Situação atual (Avaliação da CCPA 2000)  

* devido a sofisticação dos equipamentos empregados pelas forças armadas

Agricultura e Abastecimento Interno

Setor operado/articulado
Ministério da Agricultura e Abastecimento (MMA)
Companhia Nacional de Abastecimento (CONAB/MMA)
Empresas de armazenamento e comercialização de gêneros alimentícios
Impacto potencial Médio*
Setores impactáveis Comércio e comércio exterior
Risco de falhas Médio
Planos de Contingência Entregue**
Plano de Comunicação para confiança pública Não reportado
Situação atual (Avaliação da CCPA 2000)  
* No caso de armazenamento, os equipamentos contendo sistemas embutidos. No caso da bolsas de mercadorias, os sistemas informatizados
** Entregaram os planos de contingência o Ministério da Agricultura e a CONAB

Comércio Exterior

Setor operado
Secretária da Receita Federal, Banco Central do Brasil, Banco do Brasil do Ministério da Fazenda (SRF/MF, BC e BB),
Secretária de Comércio Exterior do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (SECEX/MDIC);
Bancos comerciais
Empresas
Impacto potencial Alto*
Setores impactáveis Comércio exterior, indústria, investidores externos, financeiro internacional
Risco de falhas Baixo
Planos de Contingência Entregue**
Plano de Comunicação para confiança pública Em andamento, não articulado***
Situação atual (Avaliação da CCPA 2000)  
* Fortemente dependente no SISCOMEX (Sistema de Comércio Exterior) desenvolvido pelo SERPRO
** Entregaram o Ministério da Fazenda, Serpro, Banco Central e BNB
*** O Banco Central e a FEBRABAN estão comunicando os outros não.

Arrecadação (Federal, Estadual e Municipal)

Setor operado
Secretaria da Receita Federal do Ministério da Fazenda (SRF/MF)
Secretarias de Fazenda dos Estados e Municípios
INSS
Bancos Oficiais Federais e Estaduais
Impacto potencial Alto*
Setores impactáveis Setor público
Risco de falhas Médio
Planos de Contingência Entregue**
Plano de Comunicação para confiança pública Não reportado
Situação atual (Avaliação da CCPA 2000)  
* A falta de informações dos estados e municípios preocupa
** O Serpro entregou o plano de contingência

Serviços Públicos (Governo Federal)

Setor operado Principalmente aqueles ligados a sistemas desenvolvidos pelo Serviço Federal de Processamento de Dados do Ministério da Fazenda (SERPRO/MF)
Impacto potencial Alto*
Setores impactáveis Serviços públicos, arrecadação, financeiro, comércio exterior, pagamentos, compras governamentais
Risco de falhas Baixo
Planos de Contingência Entregue**
Plano de Comunicação para confiança pública Em andamento
Situação atual (Avaliação da CCPA 2000)  
* Devido a sofisticação dos sistemas informatizados
** O Serpro e o Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão entregaram seus planos de contingência

Serviços Públicos (Governos estaduais e municipais)

Setor operado Estados e municípios, bem como empresas estaduais e municipais
Impacto potencial Médio
Setores impactáveis Serviços públicos, arrecadação, pagamentos
Risco de falhas Médio
Planos de Contingência Não reportado
Plano de Comunicação para confiança pública Não reportado
Situação atual (Avaliação da CCPA 2000)  

* Grande parte dos governos estaduais e a maioria das prefeituras municipais não tem comunicado progresso significativo em ações ano 2000

Financeiro

Setor supervisionado Banco Central do Brasil (BC)
Impacto potencial Alto*
Setores impactáveis Todos os setores
Risco de falhas Baixo
Planos de Contingência Entregue**
Plano de Comunicação para confiança pública Em andamento, bem elaborado
Situação atual (Avaliação da CCPA 2000)  
* Fortemente dependente em sistemas informatizados e na confiança publica interna e do exterior
** O Banco Central entregou seu plano de contingência

Mercado de Capitais

Setor supervisionado Comissão de Valores Mobiliários (CVM)
Impacto potencial Alto*
Setores impactáveis Bolsas, financeiro, indústria e comércio, investidores externos
Risco de falhas Baixo
Planos de Contingência Entregue**
Plano de Comunicação para confiança pública Em andamento
Situação atual (Avaliação da CCPA 2000)  
* Fortemente dependente em sistemas informatizados
** A CVM entregou seu plano de contingência

Mercado Segurador

Setor supervisionado Superintendência de Seguros Privados do Ministério da Fazenda (SUSEP/MF)
Impacto potencial Alto
Setores impactáveis Transportes, indústria, comércio e comércio exterior
Risco de falhas Médio
Planos de Contingência Entregue**
Plano de Comunicação para confiança pública Não reportado
Situação atual (Avaliação da CCPA 2000)  
* fortemente dependente em sistemas informatizados para arrecadação prêmios, constituição de reserva técnica, calculo e pagamento de indenizações
** A SUSEP entregou seu plano de contingência

Previdência Oficial (Setor Privado)

Setor operado Instituto Nacional de Seguridade Social (INSS) e Empresa de Processamento de Dados da Previdência Social (DATAPREV), do Ministério da Previdência e Assistência Social (MPAS)
Impacto potencial Alto*
Setores impactáveis Aposentados e pensionistas do setor público
Risco de falhas Médio**
Planos de Contingência Entregue
Plano de Comunicação para confiança pública Em andamento
Situação atual (Avaliação da CCPA 2000)  
* fortemente dependente em sistemas informatizados para arrecadação, calculo e pagamento de benefícios
** os testes informados pela DATAPREV permitem aduzir poucos riscos de falhas.

Previdência Oficial (Setor Público)

Setor operado
Governo Federal – Secretarias de Recursos Humanos e de Orçamento Federal do Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão (SRH/MP e SOF/MP),
Secretária do Tesouro Nacional do Ministério da Fazenda (STN/MF),
Secretaria de Previdência Social do Ministério da Previdência e Assistência Social (SPS/MPAS);
Serviço Federal de Processamento de Dados (SERPRO)
Governos Estaduais e Municipais
Impacto potencial Alto*
Setores impactáveis Aposentados e pensionistas do setor público
Risco de falhas Médio**
Planos de Contingência Entregue***
Plano de Comunicação para confiança pública Não reportado
Situação atual (Avaliação da CCPA 2000)  
* fortemente dependente em sistemas informatizados para arrecadação, calculo e pagamento de benefícios
** Situação não permite aduzir a situação nos estados e municípios
*** A Secretaria de Recursos Humanos, o SERPRO e os principais banco pagadores entregaram seus planos de contingência

Previdência Complementar

Setor supervisionado Secretaria de Previdência Complementar do Ministério da Previdência e Assistência Social (SPC/MPAS)
Impacto potencial Alto*
Setores impactáveis Aposentados e pensionistas do setor privado, comércio, financeiro
Risco de falhas Médio
Planos de Contingência Elaborados
Plano de Comunicação para confiança pública Em andamento**
Situação atual (Avaliação da CCPA 2000)  
* fortemente dependente em sistemas informatizados para arrecadação, calculo e pagamento de benefícios, bem como para o equilíbrio atuarial e econômico-financeiro dos fundos de pensão.
** 80% dos fundos de pensão já atenderem a determinação da comunicação aos beneficiários.

Telecomunicações

Setor supervisionado Agência Nacional de Telecomunicações do Ministério das Comunicações (ANATEL/MinC)
Impacto potencial Alto*
Setores impactáveis Todos os setores
Risco de falhas Baixo
Planos de Contingência Entregues
Plano de Comunicação para confiança pública Em andamento
Situação atual (Avaliação da CCPA 2000)  

* Fortemente dependente em sistemas embutidos

Comercial

Setor operado Empresas privadas
Impacto potencial Médio
Setores impactáveis Indústria e abastecimento
Risco de falhas Médio*
Planos de Contingência Não reportado
Plano de Comunicação para confiança pública Não reportado
Situação atual (Avaliação da CCPA 2000)  

* Há setores cuja dependência em automação e informática e bem evidente, tais como supermercados

Industrial

Setor operado/articulado
Empresas privadas
Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC)
Impacto potencial Alto*
Setores impactáveis Comércio, abastecimento, comércio exterior
Risco de falhas Baixo**
Planos de Contingência Elaborados
Plano de Comunicação para confiança pública Em andamento
Situação atual (Avaliação da CCPA 2000)
 
* Devido a grande quantidade de sistemas embutidos que controlam os diversos processos industriais
** As grandes empresas nacionais e multinacionais implementaram projetos ano 2000

Micros & Pequenas Empresas

Setor operado/articulado
Empresas privadas
Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC)*
Impacto potencial Médio**
Setores impactáveis Todos os setores
Risco de falhas Médio
Planos de Contingência Não reportados
Plano de Comunicação para confiança pública Não reportados
Situação atual (Avaliação da CCPA 2000)
 
* O SEBRAE tem papel singular nesta área, bem como s bancos oficiais federal (Banco do Brasil, Caixa Econômica Federal (CEF) e Banco do Nordeste do Brasil (BNB)
** O impacto principal acarretado pela ausência de adequação das pequenas e médias empresas (conforme apurado pela CCPA2000) é a de falências e concordatas e conseqüente desemprego – impacto social

Educação

Setor operado/articulado
Ministério da Educação (MEC)
Secretarias Estaduais e Municipais de Educação
Entidades privadas e sem fins lucrativas*
Impacto potencial Médio
Setores impactáveis O próprio
Risco de falhas Baixo
Planos de Contingência Entrega Parcial**
Plano de Comunicação para confiança pública Não reportados
Situação atual (Avaliação da CCPA 2000)  
* As entidades privadas ou sem fins lucrativas são supervisionadas pelas Secretarias Estaduais de Educação.
** As entidades controladas pelo MEC já entregaram seus planos de contingência.

 

Conclusões

O atual estágio do Programa Ano 2000 do Governo Federal permite aduzir que progressos significativos foram alcançados desde do início da sua implementação, em agosto de 1998, até a reta final dos trabalhos, no mês de dezembro de 1999. Entretanto, algumas ações de contingência, fundamentais para a garantia do sucesso do programa, ainda deverão ser implementadas (conforme o cronograma alinhado para o Programa).

Diante dos dados disponíveis, a CCPA 2000 considera que o país está preparado para enfrentar quaisquer problemas acarretados ou não pelo bug do ano 2000, com o mínimo de inconveniência para a população.

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